Painel do complexo cultural é transformado em uma bela tela artística

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“Tradição define a nossa morada. Escolhi Planaltina sendo representada no turbante, contando uma história. Ela é meio que como a namoradeira, nas janelas tradicionais dos casarões de Planaltina”

Por Redação

No domingo passado (04) de outubro, o complexo cultural recebeu uma grande transformação através de 15 artistas escolhidos pela Secretaria da Cultura e Economia criativa do Distrito Federal. O evento tinha dois objetivos: celebrar os dois anos do espaço e valorizar o trabalho, e a trajetória das grafiteiras e grafiteiros do Distrito Federal.

“Começamos a redigir em janeiro o edital para a realização do projeto de pintura do painel. Temos aqui um palco maravilhoso, uma estrutura de grande valor para os artistas da cidade”, destacou Júnior Ribeiro, ator e gerente do Complexo Cultural de Planaltina.

Dos 15 artistas, são de Planaltina Odrus, Kel e Iasmim Kali. O tema do Painel é  “Planaltina, patrimônio, história e identidade de uma cidade centenária”.

Essa festa foi marcada com cores fortes representando o empoderamento e toques femininos das grafiteiras do Distrito Federal. As paredes foram desenhadas trazendo a representatividade do hip hop, remetendo aos temas sociais no contexto histórico e cultural de Planaltina. Cada artista expressou as suas emoções de forma diferente, como inclusão social, diversidade, respeito, fraternidade e felicidade.

Talentos da cidade

Conhecida com “Quel”, Raquel Meneses, mostrou o seu talento pintando o retrato da beleza negra feminina, mulheres carregando seus turbantes, como símbolo de força e tradição. “Tradição define a nossa morada. Escolhi Planaltina sendo representada no turbante, contando uma história. Ela é meio que como a namoradeira, nas janelas tradicionais dos casarões de Planaltina”, completou a grafiteira.

A grafiteira e também moradora de Planaltina, Iasmim Kali expressou toda a sua satisfação em ver que o projeto está inserindo à arte urbana na comunidade. Iasmim retratou a vivência feminina nas festividades tradicionais da cidade, como a Festa do Divino.

“A mulher, além de cuidar da casa, dos filhos, ainda consegue organizar uma festa tão grandiosa, com trabalhos tão minuciosos. Grafito o empoderamento e a liberdade. Gosto do fato de mulher pintar outra mulher e retratar suas vivências reais, longe dos estereótipos”, destacou.

Fonte Na hora News

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