País tem estabilidade em patamar alto do número de casos de covid-19

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Movimento do comércio de rua durante a flexibilização do isolameto social no Rio de Janeiro

Dados são do Monitora Covid-19, da Fiocruz

Os casos de covid-19 no país registram uma tendência de estabilidade em patamares altos durante o mês de setembro na média móvel de sete dias, com casos diários acima de 26,4 mil na média móvel. 

Segundo os dados do Monitora Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o pico da pandemia ocorreu no dia 28 de julho, com 47.514,57 registros na média móvel de sete dias, seguido de tendência de baixa e uma queda brusca entre os dias 5 e 10 de setembro.

O pico de baixa foi no dia 13 de setembro, com 27.548 casos novos de covid-19 registrados na média móvel de sete dias, nível compatível ao do meio da ascensão da curva, em meados de junho. Depois há uma alta no dia 16, com 31.374,86 novos casos, seguido de uma leve baixa. No dia 30 de setembro foram 26.492,86 registros e ontem 26.850,14.

Já a curva de óbitos teve uma queda brusca entre os dias 2 (876,14) e 9 de setembro (682,86) na média móvel de sete dias, após se manter com pouca oscilação, acima de 850 casos por dia, entre os dias 21 de maio e 4 de setembro. O pico ocorreu no dia 25 de julho, quando a média móvel registrou 1.095,14 novos óbitos por covid-19 no Brasil.

Após a queda no início do mês, houve alta até o dia 15, quando o Monitora Covid-19 registrou 814,57 óbitos, seguida de uma leve tendência de queda, com 685 mortes na média móvel no dia 30 de setembro e 670,57 ontem.

Na análise do Observatório Fluminense Covid-19 por regiões do país, o gráfico semáforo indica que nenhuma delas está em Verde, que significa “vencendo a pandemia”. Os pesquisadores compilam os números de mortes e de novos casos por semana e a cor indicativa é dada de acordo com o desenho da curva resultante.

Na curva de novos casos por semana, estão em Amarelo, “quase lá”, as regiões Norte, Nordeste e Sul. O Sudeste e o Centro-Oeste, assim como o Brasil como um todo, estão em Vermelho, que significa “precisam agir”. A curva de óbitos esta em Amarelo para Norte e Nordeste e em Vermelho para Centro-Oeste, Sul e Sudeste, além do Brasil.

Rio de Janeiro

No estado do Rio de Janeiro, os casos também registram tendência de alta com estabilidade no mês passado, pelo critério de média móvel de sete dias. Segundo os dados da Fiocruz, desde o dia 10 de setembro, quando foram registrados 648,86 casos na média móvel, o menor número de novos casos desde o dia 15 de maio, quando a curva de contágio ainda estava em ascensão, os casos vem aumentando e não ficaram abaixo de 1,1 mil em nenhum dia.

De acordo com o painel, o pico no mês ocorreu no dia 16, com 1.718,57 casos na média móvel e no dia 30 foram 1.414. A alta se manteve nos primeiro dias de outubro com o registro de 1.558,14 novos casos ontem (2). Durante toda a curva da pandemia, o pico no estado ocorreu no dia 25 de julho, com 3.009 novos casos na média móvel de sete dias.

Os óbitos por covid-19 no Rio de Janeiro também tiveram uma alta no mês de setembro. Após o pico de mortes no dia 4 de junho, com 210,14 na média móvel, a curva tem altas e baixas, se mantendo abaixo de 130 óbitos desde o dia 3 de julho, com picos de baixa nos dias 12 de agosto (62,86) e 14 de setembro (58,57). Novo pico de alta ocorreu no dia 21 de setembro, com 103,43 óbitos na média móvel, seguido de queda suave. No dia 30 foram 75,71 mortes e ontem 71,29.

*Com informações Agência Brasil

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